Metamorfose
Às vezes sou como um rio Calmo, tranquilo e sereno Noutros momentos os dias Fazem me sentir pequeno Pegam-me de surpresa Arrasam-me, ofuscam-me Escondem toda beleza Aos meus olhos esquecida Às vezes sou cachoeira Intensa e barulhenta, Mas nesse cair das águas É que encontro a minha essência Às vezes sou brisa leve Que sopra lembranças boas Que nos devolve a infância Fazendo a gente rir à toa Sou a mais pura tempestade Compreenda, me perdoe Não me prives de amizade E mesmo na noite escura No cansaço de ir e vir Eu insisto, eu reajo e Não me deixo sucumbir Reforço os meus planos Revejo os meus projetos Refaço os meus caminhos Não se zangues, mas entenda Que há momentos que é preciso A gente estar sozinho Sou sempre como luar Guardo segredos comigo Até o dia chegar E o meu brilho é celebrado Pelo olhar apaixonado Da moça bela a esperar.