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Metamorfose

Às vezes sou como um rio Calmo, tranquilo e sereno Noutros momentos os dias Fazem me sentir pequeno Pegam-me de surpresa Arrasam-me, ofuscam-me Escondem toda beleza Aos meus olhos esquecida Às vezes sou cachoeira Intensa e barulhenta, Mas nesse cair das águas É que encontro a minha essência Às vezes sou brisa leve Que sopra lembranças boas Que nos devolve a infância Fazendo a gente rir à toa Sou a mais pura tempestade Compreenda, me perdoe Não me prives de amizade E mesmo na noite escura No cansaço de ir e vir Eu insisto,  eu reajo e Não me deixo sucumbir Reforço os meus planos Revejo os meus projetos Refaço os meus caminhos Não se zangues, mas entenda Que há momentos que é preciso A gente estar sozinho Sou sempre como luar Guardo segredos comigo Até o dia chegar E o meu brilho é celebrado Pelo olhar apaixonado Da moça bela a esperar.

Um pedido concedido

 C om a brisa ainda breve    Não se conteve ao luar   Pensou então o mancebo    Àquela moça beijar  E  num gesto sorrateiro  Ele apanhou sua mão  Com pedido lisonjeiro  Conquistou seu coração  O h Lisa!  Minha doce e amada Lisa!  Vem comigo  Não te acanhes  Eu te livro do perigo  D eixe as honras  Deixe as terras  Tens uma vida a viver  Não deixes que o vento leve  Impeças-te de crescer  F alando desta maneira  Convenceu à moça então  Quem nem sequer olhou pra trás  Só pensou com coração  E viveram para sempre  Uma feliz união.